História

Sobre o fundador

José Freitas Nobre, foi um renomado advogado, jornalista, professor e político brasileiro.

Foto: J.C.Brasil /CPDoc JB

Nasceu em Fortaleza no dia 24 de março de 1921, filho de Manuel Aprígio Nobre e de Letícia Freitas Nobre. Em 1936 se mudou para São Paulo e formou-se em direito na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo em 1948.

Atuação

Além do direito, também se dedicou ao jornalismo. Freitas Nobre foi professor titular da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, da Faculdade de Jornalismo Cásper Líbero e da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Foi também presidente do Diretório Latino-Americano de Jornalistas, além de ter representado o Brasil em vários congressos mundiais de imprensa. Membro da Academia de Letras da Universidade de São Paulo, foi o primeiro orador público do Centro Acadêmico 11 de Agosto, da Faculdade de Direito.

Em 1958, após presidir o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo por três gestões e a Federação Nacional dos Jornalistas por duas, Freitas Nobre ingressou na vida pública, se elegendo pela primeira vez como vereador de São Paulo pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro). Dois anos depois, foi escolhido vice-prefeito de São Paulo em chapa adversária à do prefeito eleito Prestes Maia, tendo em vista que, naquela época, as eleições para prefeito e vice podiam ser separadas, como acontecia com o pleito para presidente da República e vice-presidente.

Esse breve começo na vida pública foi interrompido, em 1964, pelo golpe militar, impedindo que ele se lançasse a uma nova candidatura e retirando da cidade de São Paulo a esperança de ter um prefeito ungido pela vontade popular. A perseguição política dos militares o levou ao exílio na França, onde cursou doutorado em Direito e Economia da Informação, na Universidade Sorbonne de Paris, sob a orientação de Fernand Terrou, diplomata que fundou e dirigiu o Instituto Francês de Imprensa e ícone da liberdade de expressão da época.

Alguns anos depois, Freitas Nobre retornou ao Brasil em pleno período eleitoral faltando apenas 40 dias para o pleito que elegeria os novos membros da Câmara Municipal de São Paulo. Com a abdicação da candidatura de um colega em seu favor, teve uma votação histórica: 120 mil votos, o maior percentual de votos válidos de um vereador até os dias de hoje na capital paulista.

Dois anos depois, se elegeu deputado federal e forma junto com outros líderes nacionais uma trincheira de resistência à ditadura na Câmara Federal em prol da redemocratização do Brasil.

Defensor do voto direto para todos os governantes, inclusive, e principalmente, para presidente da República, o então líder da oposição ao governo militar na Câmara dos Deputados, cargo que ocupou por seis vezes consecutivas, foi escolhido, em 1984, coordenador responsável pela elaboração do programa de governo do então candidato civil à Presidência da República, Tancredo Neves.

Freitas Nobre é o pai de Marcelo Nobre, advogado e ex-conselheiro do Conselho Nacional de Justiça e Marcos Nobre, professor de filosofia na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Faleceu em São Paulo no dia 19 de novembro de 1990.

Homenagens

Em junho de 2017, o Aeroporto de Congonhas passou a se chamar Aeroporto de São Paulo/Congonhas – Deputado Freitas Nobre em homenagem ao parlamentar. A lei proposta pelo ex-deputado João Bittar, foi sancionada pelo Presidente Michel Temer.

Para o advogado Marcelo Nobre, a homenagem vem em “tempos de crises políticas e institucionais, com carência de lideranças como a de meu pai, membro de uma geração que ajudava a fortalecer o Estado de Direito”.

No início de outubro de 2017,  foi divulgado que o músico paulista, Adoniran Barbosa, havia escrito a música “Vide verso meu endereço” para o deputado Freitas Nobre.

Geraldo Gattollini, amigo do sambista e do político, procurou Marcos Nobre para contar a história que deu origem à música. Gattollini relatou a Adoniran que retirantes recém-chegados à cidade de São Paulo ganhavam do deputado uma caixa para engraxar sapatos e dinheiro para comprar uma cadeira, tendo assim uma forma de sobrevivência na metrópole.

Adoniran compôs então um samba cujo personagem principal seria um desses beneficiados, que agradece a ajuda.  Freitas Nobre pediu para que a canção não citasse seu nome, então o autor usou apenas José.

 

 

 

 

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